me peguei procurando o botãozinho “gefällt mir” no blog de alguém(, o que seria um indicativo de que eu preciso jogar meu facebook fora?), hahaha.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
addicted
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Marcadores: Alfinetadas, Daily horoscope, ecce homo, Meus gestos, Meus toc's
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
porque acordei antirromântico
(sobre o que pensei após ter conversado com o henrique de frança)
só pra lembrar que todo mundo que se dedicou à “arte pela arte” já foi funcionário público ou assalariado. e, principalmente: que todos esses artistas souberam subverter as instituições a seu favor. nesse sentido, pontos positivos pro zola e pro handell.
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Marcadores: intertextos
exercício de antiessencialismo
no recém-começado “pequeno tratado das coisas brancas e areias” – isso me ocorre desde já –, o que importa, mais uma vez, não é a essência, mas a superfície, a substância de que é feita o homem, o estofo, a chair do último merleau-ponty. nesse livro, complemento e ilustração de “o livro da convalescença”, o homem é feito de branco e areia. é um livro sem aleluias nem epifanias. é um livro mineral e asséptico. é álcool desinfetante. desengordurante das ontologias velhas. o livro acaba, vez ou outra, lidando com conceitos. mas são conceitos minerais. (seria isso algum resquício do meu parco entendimento do idealismo de hegel?) enfim, o que interessa é que escrever é, outra vez, exercício sensual, que me faz tocar na pele, nos seios das palavras. ao menos com elas a poligamia me é possível e necessária. sem culpas.
“por que falo de mim mesmo?”, essa é uma pergunta ingênua. tanto faz eu falar do que escrevo ou do que leio: o risco de pedantismo é o mesmo: 50%. no fundo, o que tem me deixado contente com os meus objetivos e, principalmente, resultados das recentes empreitadas literárias é, diferentemente dos românticos boêmios de paris, que eu posso me aproximar do mundo. de um modo certamente diferente de um simples contato físico com as coisas. para usar um termo que usarei muito daqui por diante, escrever tem sido meu modo de realizar uma ἐποχἡ. com a diferença de que aquilo que a pureza das relações transcendentais elimina, o restolho, o que é normalmente deixado de lado – é isso o fundo pressuposto que um husserl não poderia jamais ter antevisto. donde: a essência tem como pressuposto a substância, e não o oposto.
em suma: quero escrever a carne do toque.
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Marcadores: Meus gestos
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
sobre minha relação com a escrita e o conceito de poesia em forma de (a)variações de um tema
(a respeito de tragos)
meu blog, em 2008, foi um acontecimento paralelo. iniciou tipo janeiro-com-muitas-esperanças-e-expectativas, promessa de possibilidades mil, e acabou fodendo com a diferença. então, em 2009, pensando sobre o ímpeto e, em particular, os modos de escrever, algo aconteceu. é que tem alguma coisa muito incrível nisso de se ver se reescrevendo assim ao se ver se escrevendo enquanto estou reescrevendo e vendo etc. etc. ad libitum/infinitum. um bumerangue, depois de muito tempo, voltando à minha mão. repensar o impulso dos dizeres atônitos de formas, mais puros e permeáveis de diálogos com o mundo. de repente, novamente, deu vontade de poetar. simples assim. sem apuro.
poesia pra mim é as diferentes formas de se prolongar o esmero. gosto de pensar assim. é o jeito que eu arrumei de desalinhar a concordância do ser, é o jeito de arrumar o ser em desalinhâncias. que, afinal, ser é pra se turvar mesmo.
enfim, as formalidades, os formalismos, os experimentos com formas, as geometrias, os prédios, todo lo que me encanta e quiero mucho: converti sintaxe em sonoridades e atingi novas semânticas. subversão. intencionalmente, digo, porque eu curto muito tirar onda. discretamente, claro. acho bonito. e isso é uma das construções mais fantásticas, justamente pela loucura que ela cria. é quase um soluço não sentido.
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Marcadores: Etimologia, intertextos, Meus truques
domingo, 10 de janeiro de 2010
apenas para constar o ritornello das minhas vexations
1. o borges continua mal cotado por aqui. mal sabe ele que o eterno retorno é mola e engrenagem, e jamais o objetivo ou explicação da existência. tomar o eterno retorno como tal seria cortar o círculo em algum ponto e torná-lo – uma reta.
2. não só o borges, visto que eu escrevo melhor que eles.
3. o desafio, por ora, é mais simples: fechamentos; inspiração – respiração – inspiração – etc.; assepsia; retirada dos excessos; depuração da criação das metáforas; “voar fora da asa”, como diz manoel de barros sobre o que é a poesia. mas voar fora da asa é, atualmente, o mesmo que encontrar o que é a simplicidade que é turvada pelos excessos, pelos atalhos sedutores e gordurosos das obviedades. por isso é preciso deslocar a facilidade quando se quer ser simples.
a simplicidade é sempre espantosa. e, citando-me: “à esquerda”, deslocada. ela voa “fora da asa”.
a poesia me é, atualmente, conquista da simplicidade. parece-me o caminho intelectual mais palpável para fazê-lo.
quanto à simplicidade na vida, não sei se é possível encontrá-la. acho que ela nos atinge. epifania me é o encontro com a simplicidade, não com o sobrenatural.
4. definitivamente: cansei-me dos escritos ressentidos, carregados de maquiagens negras ao redor dos olhos e nas unhas, essa melancolia décadent e, sobretudo, démodé, detestável, dispensável como literatura. não se deve jamais confundir o pessimismo relevante (porque não acho justo falar em seriedade em artes, o que é tema para outra vez) com essas reclamaçõezinhas mimadas sobre tudo ser uma droga, sobre o excesso incurável de chagas, sobre o cansaço eterno. grandes constatações… (leia-se a ironia.) todas óbvias, todas comuns, não só por serem partilhadas, mas, principalmente, por serem vulgares. apenas constatá-las, voar dentro da asa, não resolve nada, não é qualidade literária.
reclamar só serve para o recalque do óbvio.
poesia de verdade é perdão.
5. citando fábio barata a respeito de brasília (no meu caso, a respeito de goiânia): “bye bye […] no esta divertido anymore”.
Postado por cazarim de beauvoir às 09:50:00 1 comentários Links para esta postagem
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